UMA VISÃO GERAL DO MERCADO

É um fenômeno que estes pequenos ISPs estejam continuamente em crescimento, apesar da capacidade de cerceamento pela concorrência das Grandes Operadoras de Telecomunicações.

Os pequenos e médios ISPs fornecem em boa parte, melhores serviços e  melhor atendimento em suas cidades. Para o pequeno e o médio ISP, torna-se inviável a absorção e uso das mesmas tecnologias e/ou fornecedores utilizados pelas Grandes Operadoras, em função do alto custo de aquisição, dos valores agregados em serviço nestes fornecimentos e de implantação e manutenção da planta instalada.

Tecnologias amplamente utilizadas pelas “Grandes”, como xDSL, DOCSIS, FTTH e outras, tem custo de aquisição e de operação proibitivos para empresas que tenham tipicamente 1.000 ou 50.000 assinantes.

No universo de 6.000 Pequenos e Médios ISPs com o certificado SCM emitido pela ANATEL, mais de 50% tem até 2.000 assinantes.

À princípio, 2.000 assinantes seria uma pequena quantidade, mas considere o seguinte : número médio de quatro pessoas por residência no interior do país (nas capitais esta média é um pouco menor); estaríamos falando que 2.000 residências = 8.000 moradores, quantidade expressiva para um município pequeno, que por exemplo tivesse 20.000 habitantes. Este percentual representaria 40% do município !

Mais de 4.000 municípios brasileiros tem até 20.000 habitantes ! É uma questão de abordagem e de percepção da realidade.

Existem outros aspectos a serem observados, mas para não nos estendermos, o exposto acima, é por si só muito relevante. As Grandes Operadoras ainda na atualidade, não tem a penetração ADEQUADA ou capilaridade suficiente para atender estes municípios com qualidade e quando lá estão, é comum nem sempre fornecerem um excelente serviço e carecem de disponibilizarem um atendimento de call-center que cause empatia com o usuário dos serviços. Normalmente estão localizados a centenas ou milhares de quilômetros deste município, sem identificação regional ou presença física. De fato, os pequenos ISPs já vêm viabilizando nos últimos 10 anos , a possibilidade e o fomento da utilização da internet nos municípios, localidades e bairros onde a grande Operadora de Telefonia não chegava. São os verdadeiros responsáveis pela inclusão digital no interior do país. Cumpriam e ainda cumprem um papel de fundamental importância estratégica, com a abrangência e facilidade que pretende o PNBL – Plano Nacional de Banda Larga, à saber :

–  Acelerar a entrada da população na moderna Sociedade da Informação;
–  Promover maior difusão das aplicações de Governo Eletrônico e facilitar aos cidadãos o uso dos serviços do Estado;
–  Contribuir para a evolução das redes de telecomunicações do país em direção aos novos paradigmas de tecnologia e arquitetura que se desenham no horizonte futuro, baseados na comunicação sobre o protocolo IP;
–  Contribuir para o desenvolvimento industrial e tecnológico do país, em particular do setor de tecnologias de informação e comunicação (TICs);
–  Aumentar a competitividade das empresas brasileiras, em especial daquelas do setor de TICs, assim como das micro, pequenas e médias empresas dos demais setores econômicos;
–  Contribuir para o aumento do nível de emprego no país;
–  Contribuir para o crescimento do PIB brasileiro.


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